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O erro de querer aprender rápido

 No terreiro, quem corre demais tropeça. Quem quer sentir tudo de uma vez, costuma se perder. A Umbanda não forma médiuns rápidos. Forma médiuns inteiros. Cada gira repete fundamentos porque o aprendizado não entra pela pressa, entra pela repetição. Quem respeita o tempo, permanece. Quem quer pular etapas, geralmente vai embora.

O que o corpo avisa antes da espiritualidade

 Antes do guia chegar, o corpo já fala. Cansaço extremo, irritação constante, vontade de faltar gira sem motivo. Nem tudo isso é espiritual. Às vezes é a vida pedindo organização, descanso e limite. Cuidar do corpo também é fundamento. Espiritualidade não habita um corpo abandonado.

Quando o guia se cala

  Muita gente acha que quando o guia se cala é castigo. Mas, na maioria das vezes, é confiança. O guia se afasta quando percebe que o médium já consegue escolher melhor, reagir menos e observar mais. É como um adulto que solta a mão da criança para ela aprender a atravessar a rua. Silêncio espiritual não é abandono. É espaço para amadurecimento. Natasha de Iemanjá 

O médium que só sentia dentro do terreiro

  Teve um médium que dizia sentir tudo na gira. Arrepio, calor, emoção, choro. Mas fora do terreiro, ele brigava fácil, se desequilibrava por qualquer coisa e vivia cansado da própria vida. Um dia, alguém mais velho disse a ele: “Se a espiritualidade só funciona aqui dentro, então não é espiritualidade. É palco.” A Umbanda não ensina a sentir apenas no chão batido do terreiro. Ela ensina a viver melhor fora dele . Sentir na gira é importante. Mas sustentar o que se sente na vida… isso é desenvolvimento. Natasha de Iemanjá

A vela na umbanda !

A vela 🕯️ é considerada, na espiritualidade, uma das oferendas mais poderosas, pois reúne em sua composição os quatro elementos da natureza, liberando energia de forma harmoniosa.  - O fogo 🔥 está presente na chama. - A terra se manifesta na cera. - O ar é aquecido e dissipa os resíduos espirituais. Na Umbanda, é essencial que o praticante jamais retire algo da natureza sem deixar, ao menos, uma vela como forma de retribuição. Essa ação repõe o fluido retirado do ambiente e demonstra profundo respeito à criação divina e aos elementais. - Natasha de Iemanjá 

Nem tudo que sentimos é mediunidade. Às vezes é emoção pedindo cuidado.

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